22/07/2021 às 11h39min - Atualizada em 22/07/2021 às 11h39min

Equipe responsável por cirurgia de mulher trans que morreu em fevereiro segue atuando em endereço sem alvará da vigilância

Duas mulheres trans foram vistas saindo recém-operadas de clínica na Avenida Nove de Julho. Paulino de Souza, apontado como agenciador da cirurgia de Lorena Muniz, também foi visto no local, que não tem licença para realização de procedimentos médicos.

- gazeta.redacao@yahoo.com.br
G1
Divulgação
A equipe investigada pela cirurgia da jovem trans Lorena Muniz, que morreu em fevereiro após ter sido deixada sedada durante um incêndio em uma clínica de estética no Centro de São Paulo, continua atuando em outro endereço irregular na capital. Integrantes da equipe são acusados de negligência em diversos processos judiciais, e respondem a pelo menos um inquérito policial, além do que investiga a morte de Lorena.
O homem apontado como responsável pelo grupo é Paulino de Souza, que segue oferecendo serviços de cirurgia plástica. Ele se apresenta como doutor nas redes sociais, apesar de não ser médico.
Uma paciente da equipe, que preferiu não se identificar, confirmou que fez uma cirurgia para colocação de silicone no endereço no sábado. A mulher enviou imagens do interior da clínica e da sala de operação. Outras duas mulheres foram vistas saindo enfaixadas do local.
Segundo a Vigilância Sanitária, “não consta licença sanitária no endereço” da Avenida Nove de Julho, ou seja, o espaço não possui alvará para a realização de nenhum tipo de procedimento médico.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) disse que "a casa encontrava-se fechada e sem sinal de atividade no interior do imóvel, no momento da inspeção" e que vizinhos do local informaram que a casa não é habitada, mas que, "em alguns dias da semana, sacos de lixo preto são vistos no portão".
O órgão informou que vai intensificar a fiscalização no local.
No local onde ocorreu a operação está registrada a empresa Instituto Dra. Maria Rosa Gimenes Estetica e Beleza. O nome é uma referência à Maria Rosa Gimenes, que foi esposa de Paulino de Souza. O registro do CNPJ está em situação "inapta".
A investigação da morte de Lorena Muniz ainda está em curso, e por isso o nome dos acusados ainda não foi divulgado oficialmente, mas a 
Polícia Civil já indiciou seis pessoas por envolvimento no caso. Quatro deles foram responsabilizados por homicídio doloso, quando se assume o risco de matar. Outros dois indiciados respondem por omissão de socorro, por não terem ajudado a vítima a escapar do fogo. Todos respondem pelos crimes em liberdade.

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