07/07/2021 às 11h45min - Atualizada em 07/07/2021 às 11h45min

Presidente do Haiti é assassinado a tiros em casa, diz premiê interino

Político diz que 'um grupo de indivíduos não identificados, alguns dos quais falavam espanhol, atacou a residência privada do presidente da República' e 'feriu mortalmente o Chefe de Estado'.

- gazeta.redacao@yahoo.com.br
G1
Divulgação
O presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi morto em um ataque a tiros em sua casa, na capital Porto Príncipe, na madrugada desta quarta-feira (7), anunciou o primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph.
O premiê interino afirmou também que a primeira-dama, Martine Moise, levou um tiro e foi hospitalizada, mas não informou o estado de saúde dela. Jovenel tinha 53 anos.
Joseph afirmou em comunicado que o assassinato foi um "ato odioso, desumano e bárbaro". Segundo o premiê, "um grupo de indivíduos não identificados, alguns dos quais falavam em espanhol, atacou a residência privada do presidente da República" por volta da 1h e "feriu mortalmente o Chefe de Estado".
Ele pediu à população "que se acalme" e afirmou que "a situação da segurança no país está sob o controle da Polícia Nacional haitiana e das Forças Armadas do Haiti". "Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do Estado e proteger a nação".

Crise política

Moise dissolveu o Parlamento e governava por decreto há mais de um ano, após o país não conseguir realizar eleições legislativas, e queria promover uma polêmica reforma constitucional.
Ele dizia que ficaria no cargo até 7 de fevereiro de 2022, em uma interpretação da Constituição rejeitada pela oposição. Para eles, o mandato do presidente havia terminado em 7 de fevereiro deste ano.
Em fevereiro, autoridades do país disseram ter frustrado
 uma "tentativa de golpe" de Estado contra o presidente, que também seria alvo de um atentado malsucedido
Mais de 20 pessoas foram presas na ocasião, inclusive um juiz federal do Tribunal de Cassação e uma inspetora geral da Polícia Nacional.
A oposição também acusava Moise de tentar aumentar seu poder, inclusive com um decreto que limitava os poderes de um tribunal que fiscaliza contratos governamentais e outro que criava uma agência de inteligência que respondia apenas ao presidente.
 

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