08/02/2022 às 09h30min - Atualizada em 08/02/2022 às 09h30min

Otan pode aumentar presença militar se tropas russas permanecerem em Belarus

Rússia tem 30 mil soldados no país vizinho do norte da Ucrânia para realização de exercícios militares conjuntos

- gazeta.redacao@yahoo.com.br
CNN Brasil
Divulgação

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) pretende aumentar sua presença militar nos países bálticos e na Polônia caso a Rússia mantenha suas tropas em Belarus após um exercício militar planejado, disse o chefe da aliança militar ocidental nesta segunda-feira (7).

A Rússia tem 30 mil soldados no país vizinho do norte da Ucrânia para exercícios militares conjuntos este mês, disse a Otan, elevando o total de presença militar russa nas fronteiras da Ucrânia para mais de 100 mil.

Os Estados Unidos enviaram 3 mil soldados para a Romênia e a Polônia na semana passada para tranquilizar os aliados, enquanto a Alemanha disse que estava considerando um aumento de seu atual destacamento militar na Lituânia.

Outros desdobramentos de aliados da Otan são possíveis, disse Rob Bauer, almirante holandês, que chefia o principal órgão de estratégia da Otan.

“Temos tropas na aliança continuamente, nas diferentes nações [aliadas] – o debate sobre isso é o resultado de coisas que estão em andamento agora. Sim, estamos analisando. Pode haver mudanças no futuro como resultado desses desdobramentos”, disse Bauer em entrevista coletiva em Vilnius.

“Depende muito, é claro, se as tropas russas em Belarus permanecem em Belarus”, acrescentou.

Moscou disse que não está planejando uma invasão da Ucrânia, mas pode tomar uma ação militar não especificada se suas exigências de segurança não forem atendidas, incluindo a promessa de que a Otan nunca admitirá Kiev na aliança – uma exigência que os Estados Unidos e a aliança de segurança ocidental de 30 nações consideraram inaceitável.

“Se você olhar para o acúmulo de forças, a Rússia pode realmente ter forças suficientes para uma invasão séria até o final deste mês”, disse Bauer. “Se eles vão fazer isso, se eles têm a verdadeira intenção ou não, não sabemos.”

Os desdobramentos mais recentes na fronteira com Belarus incluíram hospitais de campanha e outras unidades auxiliares necessárias para apoiar um ataque militar, disse Bauer.

“Se você está realmente considerando uma invasão, você realmente precisa de mais do que as forças de combate. E isso é algo que também vemos cada vez mais reunidos ao longo das fronteiras com a Ucrânia e Bielorrússia com a Ucrânia. Isso por si só é muito preocupante”, ele disse.


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