30/06/2021 às 15h08min - Atualizada em 30/06/2021 às 15h08min

O fim de uma era: Joachim Löw e o legado para a Alemanha

Técnico deixa o comando da seleção depois de 15 anos, com muitos recordes, vitórias, fracassos, polêmicas e, sobretudo, a sua marca na história do futebol

- gazeta.redacao@yahoo.com.br
GE
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— E lá vêm eles de novo!
A frase eternizada na voz de Galvão Bueno resume o que foi o "7 a 1" para o Brasil na Copa do Mundo de 2014. O maior vexame da nossa seleção e, ao mesmo tempo, o ápice da Alemanha, que seria campeã em cima da Argentina, no Maracanã. Alemanha de Joachim Löw.
Essa Alemanha não existe mais. Há alguns anos, em teoria. E na prática, a partir de hoje, inicia uma nova era, depois de 15 anos com Löw.
A seleção alemã se despediu da Eurocopa com a 
derrota para a Inglaterra, encerrando assim o período de seu técnico mais longevo. Também o mais vitorioso. O protagonista de cenas curiosas. O personagem de vários vexames. O homem que transformou o estilo da equipe nacional e entrou para a história do futebol mundial.
As marcas de Joachim Löw já podiam ser observadas antes mesmo de se tornar o chefe. Ele foi o auxiliar de Jürgen Klinsmann, seu antecessor, durante dois anos. Muitas vezes teve a responsabilidade de elaborar o plano tático da equipe. Não era a cara, mas era tratado como o cérebro.
É inegável a sua contribuição para a lufada de modernidade que impactou o futebol alemão no início do século. Parte de um movimento maior, provocado pela eliminação na primeira fase da Eurocopa-2000, e que envolveu clubes, ligas, federação e Estado. A Alemanha estava determinada a voltar ao topo, de uma forma diferente.
Não foi reflexo desse processo o 
vice na Copa do Mundo de 2002 para o Brasil, mais um fruto de uma chave fácil, com Irlanda, Camarões e Arábia Saudita, casado com um cruzamento favorável (Paraguai, Estados Unidos e Coreia do Sul foram todos vencidos por 1 a 0 no mata-mata). Tanto que na Euro-2004, a seleção saiu na etapa de grupos. Eliminação que motivou a chegada da dupla Klinsmann-Löw.
Campeão do mundo em 2014, no Brasil, e da Copa das Confederações de 2017, na Rússia. Finalista na Euro-2008, terceiro na Copa da África do Sul, em 2010, e semifinalista de Eurocopa em 2012 e 2016. Líder de grupo em quase todas as eliminatórias que disputou. É o treinador com mais jogos (38) e vitórias (24) em Eurocopas e Mundiais combinados.
A DFB sabe quem vai substituir Joachim Löw. Inclusive, ele 
tem contrato assinado e já foi anunciado: Hans-Dieter Flick. O treinador deixou o Bayern de Munique ao fim da temporada — com direito a muita turbulência no clube — e vai ser o comandante da seleção alemã pelos próximos três anos, no mínimo.
Hansi Flick está longe de ser uma novidade para a seleção alemã. Ele foi o assistente de Löw entre 2006 e 2014. Depois da Copa do Mundo no Brasil, ocupou o cargo de diretor de esportes da DFB até 2017. Seu principal objetivo é a conquista da Eurocopa de 2024, em casa

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