12/06/2021 às 10h57min - Atualizada em 12/06/2021 às 10h57min

Polícia Civil captura Ecko, chefe da maior milícia do Rio de Janeiro

O miliciano estava na casa de parentes, em Paciência, e foi baleado.

- gazeta.redacao@yahoo.com.br
G1
Divulgação
A caçada ao criminoso mais procurado do RJ terminou na manhã deste sábado (12). Wellington da Silva Braga, o Ecko, chefe da maior milícia em atividade do estado, foi preso dentro de seu reduto, numa casa dentro da Comunidade das Três Pontes, em Paciência.
A quadrilha de Ecko domina boa parte da Zona Oeste e algumas regiões da Baixada Fluminense e explora diversas atividades nas comunidades.
A visita de Ecko à casa da família foi a senha para o batismo da Operação Dia dos Namorados. As informações de inteligência, reunidas após quase seis meses de investigações da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPim), indicaram que este 12 de junho seria a data ideal para capturar o miliciano.
Ecko foi preso numa ação coordenada pela Subsecretaria de Planejamento Operacional. No fim da tarde de quinta-feira (10), o delegado Rodrigo Oliveira deu o sinal verde para colocar o plano de captura em prática. Convocou para a reunião dois agentes da DRCPim e dois da Draco.

Quem é Ecko?

O miliciano transformou-se no homem mais procurado do país desde que assumiu e expandiu os negócios de seu irmão, Carlos Alexandre da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes, morto em um confronto também com a Polícia Civil, em abril de 2017.
Ecko herdou a missão de estreitar ainda mais os laços de milicianos e traficantes, primeiro com integrantes da facção Amigos dos Amigos (ADA), depois com os do Terceiro Comando Puro (TCP).
A investigação que desencadeou na ação deste sábado começou quando a equipe da DRCPim ainda estava na Delegacia do Consumidor (Decon). A determinação da Secretaria de Polícia Civil era asfixiar as finanças dessas quadrilhas. Assim, as delegacias especializadas começaram a atacar os negócios clandestinos do grupo, especialmente na Zona Oeste.
Cigarros contrabandeados, água, gás, transporte alternativo e até farmácias usadas para lavagem de dinheiro foram alvos de dezenas de pequenas operações, causando um prejuízo de mais de R$ 50 milhões, de acordo com a Polícia Civil.
Nessa reta final do plano para capturar Ecko, a DRCPim reuniu informações e trocou dados de inteligência com a Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Draco) e da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod). Somente 21 policiais participaram do cerco desta manhã de sábado.

 
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