17/05/2022 às 10h39min - Atualizada em 17/05/2022 às 10h39min

Economia da China entra em colapso com estratégia zero para o combate contra a Covid19

Campanhas massivas de teste e gastos do consumidor nos piores níveis

- gazeta.redacao@yahoo.com.br
UOL
Divulgação

A economia da China está em colapso com a estratégia "zero covid" para conter o avanço da covid-19 no país, segundo a agência Bloomberg. A política de Pequim, que associa lockdowns frequentes e campanhas massivas de teste, tem um custo alto e vários indicadores econômicos mostram o impacto da medida, com a produção industrial chinesa e os gastos do consumidor caindo para os piores níveis desde o início da pandemia. De acordo com a agência, a produção industrial caiu 2,9% em abril em relação ao ano anterior, enquanto as vendas no varejo contraíram 11,1% no período. O resultado ficou abaixo de uma queda projetada de 6,6%. Além disso, a taxa de desemprego subiu para 6,1%, sendo que, entre os jovens, ela atingiu um recorde. Com seus 25 milhões de habitantes confinados há mais de um mês, a cidade de Xangai é uma das que mais sente os impactos na economia. No município, as restrições estão cortando gastos, fechando fábricas e bloqueando cadeias de suprimentos.A abordagem adotada pelo governo chinês gerou críticas de empresas, alimentou a frustração do público e colocou a meta de crescimento anual de cerca de 5,5% de Pequim ainda mais fora de alcance. Segundo as projeções da Bloomberg, com base divulgação de que o PIB (Produto Interno Bruto) da China caiu 0,68% em abril em relação ao ano anterior, essa foi a primeira contração do indicador desde fevereiro de 2020. O crescimento do país, porém, pode enfraquecer para menos de 2% no segundo trimestre, de acordo informações do UBS Group AG citados pela agência. O Banco Popular da China tomou medidas ontem para aliviar a crise imobiliária, reduzindo as taxas de hipoteca para compradores de casa pela primeira vez. No entanto, deixou a taxa de juros dos empréstimos de política de um ano inalterada hoje, uma vez que a pressão da inflação e as preocupações com as saídas de capital reduzem o espaço para mais flexibilização.

 

 


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