10/03/2022 às 10h34min - Atualizada em 10/03/2022 às 10h34min

Gasolina iria a R$ 18,22 se petróleo custasse US$ 300, como disse Putin

- gazeta.redacao@yahoo.com.br
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O petróleo em patamares recordes vai bater no bolso dos brasileiros, dizem economistas. Pela política de preços da Petrobras, os preços dos combustíveis vendidos aqui no país devem acompanhar a média da cotação do barril no mercado internacional. Se a regra estivesse sendo seguida, o litro da gasolina já deveria estar na casa de R$ 9, segundo especialistas. E poderia chegar a R$ 18,22, se o barril chegasse aos US$ 300, como ameaça o governo russo. Mas especialistas ouvidos afirmam que o governo brasileiro deve buscar formas de absorver a maior parte dessa valorização do petróleo sobre os combustíveis no Brasil para evitar que a inflação ganhe novo impulso e provoque um maior impacto negativo sobre a economia brasileira. Mesmo que isso custe R$ 200 bilhões neste ano, conforme cálculos do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), O petróleo já vinha subindo de preço desde o ano passado por causa da retomada da atividade econômica. Agora acelerou a alta com a invasão da Ucrânia pela Rússia e reforçou o ímpeto de valorização após os Estados Unidos anunciarem a suspensão das importações do produto russo. A cotação do barril no mercado internacional já se aproxima de recordes históricos, ao testar o patamar de US$ 140, com risco de buscar níveis ainda mais elevados, como ameaça o governo russo, que sinaliza o produto chegando a US$ 300. Relação entre petróleo e preços de combustíveis no Brasil Por causa da política de preços praticada pela Petrobras, os combustíveis no Brasil têm os custos definidos a partir da cotação do barril no mercado internacional. Assim, a valorização do petróleo lá fora acaba chegando às bombas de gasolina aqui no Brasil, explica o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires, especialista nos mercados de energia e petróleo. A política de preços da Petrobras determina os reajustes conforme uma média semanal de preços do barril no mercado internacional. Em tese, os preços mais elevados nas refinarias já deveriam estar valendo. Mas a Petrobras não reajusta os preços há quase dois meses. Nas contas de economistas, os preços praticados nas refinarias brasileiras já estão entre 40% e 55% defasados ante os valores que deveriam estar valendo se a política de paridade estivesse sendo aplicada. Com petróleo a US$ 130 o barril e dólar a R$ 5,11, vemos o desconto dos preços da Petrobras em relação à paridade em colossais 46% no diesel e 58% na gasolina. A Petrobras não reajusta os preços desde 11 de janeiro. As pressões estão aumentando sobre a empresa.  Com o barril a US$ 130, o litro da gasolina deveria ir a R$ 9. Mas se isso tivesse acontecido já teríamos uma greve dos caminhoneiros, e isso é tudo que o governo quer evitar em ano de eleições.


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