28/02/2021 às 09h46min - Atualizada em 28/02/2021 às 09h46min

Diretor do Instituto Butantan que produz a coronavac prevê piora na pandemia no Brasil

Na avaliação de Dimas Covas, falta de controle da disseminação da doença pode levar pessoas aos hospitais, lotando UTIs.

- gazeta.redacao@yahoo.com.br
RG
Divulgação
O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, prevê uma piora na pandemia no Brasil e teme situações vividas atualmente em cidades como Manaus, no Amazonas, e Araraquara, no interior de São Paulo, que enfrentam colapso no sistema de saúde, deixem de retratar casos isolados no país.
"Embora a vacinação seja importante, o mais importante agora é controlar a disseminação do vírus e impedir a circulação das variantes, que podem se tornar as dominantes. Se não agirmos rapidamente podemos ser impactados de forma mais negativa do que na primeira onda", avalia Dimas Covas.
Segundo Dimas Covas, uma das justificativas para o 
aumento de casos e internações no país é a velocidade de contaminação pelas novas variantes.
O diretor do instituto também criticou a forma como o governo federal enfrenta a pandemia, tanto no respeito às orientações da saúde e ciência, quanto na compra de vacinas.
Ele voltou a afirmar que existe a possibilidade de o Butantan elevar a capacidade de produção da CoronaVac, vacina feita pela Sinovac em parceria com o Instituto, mas destacou a necessidade de ampliação do número de imunizantes disponíveis no país.
A capacidade de envase do Butantan pode dobrar a partir de abril, de até um milhão de doses por dia para dois milhões por dia. O aumento será possível quando uma fábrica que atualmente está sendo usada para a produção da vacina contra a gripe for destinada para a CoronaVac.(RG)
 

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