07/02/2022 às 10h13min - Atualizada em 07/02/2022 às 10h13min

Abono salarial deve injetar R$ 20 bi na economia a partir de terça (8)

PIS/Pasep será pago de 8 de fevereiro a 31 de março; para economistas, o valor deverá ser utilizado em bens essenciais

- gazeta.redacao@yahoo.com.br
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O governo federal estima que o abono salarial PIS/Pasep deverá injetar R$ 20 bilhões na economia a partir desta terça-feira (8), quando começa o calendário de pagamento. De acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência, o benefício deverá ser pago a 22 milhões de trabalhadores.

Terão direito ao benefício as pessoas inscritas no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, que trabalharam formalmente por pelo menos 30 dias em 2020 e que recebem até dois salários mínimos (R$ 2.424).

O abono salarial ano-base 2020 será pago de 8 de fevereiro a 31 de março deste ano, de acordo com o mês de aniversário dos trabalhadores, em uma parcela proporcional ao período trabalhado com carteira assinada. O valor pode variar de R$ 101 a R$ 1.212.

Por isso, a estimativa da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e da FecomercioSP (Federação do Comércio de São Paulo) é que o abono seja gasto na sua totalidade em bens essenciais, como alimentos e remédios. 

No entanto, o comércio de produtos de maior valor vai ficar mais difícil, explica o economista. Com o aumento da taxa Selic a 10,75% ao ano, o valor das prestações tende a aumentar. "Por isso, o abono pode ajudar mais a venda de produtos de menor valor, especialmente alimentos", avalia Solimeo.

Para ele, todo dinheiro adicional que entra no mercado é importante, principalmente porque a massa salarial não vem crescendo no mesmo nível da inflação. "O aumento de emprego está sendo com salários menores. Então essas injeções todas são bastante importantes, mas não vão produzir um estouro de consumo", acredita o economista.

O Auxílio Brasil, que é pago atualmente a 17,5 milhões de pessoas em parcelas mensais de R$ 400, terá efeito bem menor sobre o comércio do que o auxílio emergencial, que em 2020 pagou mais de R$ 290 bilhões em nove parcelas e, em 2021, mais R$ 60 bilhões em quatro parcelas.

Segundo Fábio Pina, a perspectiva para o varejo e para a economia como um todo depende do desempenho de emprego, renda e investimentos, que neste ano não é muito positivo. "Na verdade, o que interessa mesmo é qual a perspectiva de crescimento, que é de zero a 0,5%, o que não será muito diferente para o varejo, até porque em especial neste ano o varejo tende a começar a competir com o setor de serviços, que ainda não se recuperou completamente", analisa  o economista.


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