04/02/2022 às 13h37min - Atualizada em 04/02/2022 às 13h37min

Caso Juliana: cunhado comprou R$ 20 de combustível com galão no dia do desaparecimento da jovem, diz polícia

Juliana Souza de Oliveira, de 27 anos, está desaparecida desde o dia 1º de dezembro, em Campo Limpo Paulista (SP). Um corpo carbonizado foi achado ao lado de objetos pessoais da vítima, mas polícia aguarda resultado do exame de DNA. Cunhado é o principal suspeito e está preso temporariamente.

- gazeta.redacao@yahoo.com.br
g1
Divulgação

A investigação da Polícia Civil identificou que o Reginaldo Barbosa, principal suspeito pelo desaparecimento de Juliana Souza de Oliveira, de 27 anos, comprou R$ 20 em um galão de combustível em 1º de dezembro de 2021, dia em que ela desapareceu em Campo Limpo Paulista (SP).

Segundo as investigações, às 8h26 daquele dia, Reginaldo, que é cunhado da jovem, passou em frente a um supermercado em direção ao Terminal Central de ônibus de Campo Limpo Paulista. A polícia afirma que no trajeto ela entrou no veículo dele.

Quatro minutos depois, já com a jovem no carro, o veículo passou por um pontilhão, seguindo por ruas do Centro da cidade e por um posto de combustíveis, em direção à Rodovia Edgard Máximo Zamboto.

Ainda segundo a Polícia Civil, Reginaldo foi até a casa dele por volta das 10h, tirou o carro da garagem com a vítima e seguiu em direção ao loteamento onde ele trabalhava como vigia.

Cerca de 30 minutos depois, novas imagens mostram o suspeito entrando em um posto de combustíveis e parando em frente a uma bomba de óleo diesel. Conforme a polícia, ele foi embora com um galão. A nota fiscal mostra a compra de 3 litros e meio de diesel, no valor de R$ 20.

Para a polícia, Juliana já estaria morta e o combustível seria para atear fogo ao corpo da jovem. No dia 20 de dezembro, um corpo foi encontrado carbonizado dentro de um tambor na área do loteamento.

Objetos pessoais da jovem, como bolsa, óculos e um cartão de ônibus também foram encontrados no local. A polícia ainda aguarda o resultado do exame de DNA para confirmar se realmente o corpo é da vítima.

A polícia elaborou o material depois da quebra de sigilos telefônicos, bancários, localização dos celulares da vítima e suspeito e cães farejadores. O documento foi entregue ao Ministério Público, que deve analisar. A prisão preventiva do suspeito também foi pedida.

O laudo de DNA do corpo encontrado carbonizado junto aos pertences da jovem deve sair nos próximos dias. Para a polícia, o resultado será fundamental para analisar se o cunhado que é considerado o principal suspeito é o autor do crime.

Em nota, os advogados de Reginaldo, Cilso Aparecido Santiago e André dos Santos Santiago, informaram que ele lamentava o desaparecimento de Juliana e que tentou ajudar nas buscas, mas acabou sendo tratado com "hostilidade" nas redes sociais, o que fez com que se afastasse.


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