04/01/2022 às 12h27min - Atualizada em 04/01/2022 às 12h27min

Inflação deve desacelerar em 2022, mas seguir acima da meta do BC

- gazeta.redacao@yahoo.com.br
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O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial de inflação, deve fechar 2022 entre 5% e 6%, menos da metade dos quase 11% atingidos em 2021, dizem economistas. Ainda assim estará acima do centro da meta do Banco Central, que é de 3,5% em 2022.

Os juros mais elevados e a economia desaquecida vão ajudar a reduzir o ritmo da inflação. Mas como essa trajetória de queda será mais forte só a partir do segundo semestre, e o dólar vai continuar acima dos R$ 5,50, o IPCA deve estourar a meta.

Especialistas destacam que a redução da inflação esperada para o ano que vem não significa que haverá uma queda generalizada dos preços de produtos e serviços na economia, mas sim que a intensidade e frequência dos reajustes serão menores.

A inflação ainda está elevada, mas já com indicações de menor pressão, como a retração dos preços no atacado. Em 2022, a elevação dos juros pelo Banco Central e o impacto desse movimento sobre a economia devem levar o IPCA à casa dos 6%.


O que pode desacelerar a inflação

Há economistas que traçam um cenário de inflação menor em 2022. Eles dizem que não devem se repetir fatores que pressionaram os preços em 2021. Pelo menos não acontecerão com a mesma intensidade.

Questão matemática: Como os reajustes em 2022 serão menores em relação aos preços de 2021, a inflação deve ser menor, afirmam economistas. Isso valeria para combustíveis e alimentos, por exemplo.

Juros altos e economia fraca: Para combater a inflação, o Banco Central acelerou o processo de aumento da taxa básica de juros, que fechou 2021 em 9,25%. O mercado já está projetando a Selic em 11,75% no primeiro trimestre de 2022.

Juros mais elevados prejudicam o consumo porque encarecem o crediário e os empréstimos. Além disso, a Selic maior aumenta o ganho das aplicações em renda fixa, o que estimula famílias e empresas a aplicarem no mercado financeiro em vez de gastarem.

De acordo com as projeções de mercado, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro vai crescer apenas 0,5% em 2022, bem abaixo dos quase 5% de expansão esperada em 2021.



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